Hoje, ao buscar o Vivi no colégio, ele confessa:

Mamãe, esta manhã aconteceu uma pequena confusão.

Eu: O que, meu filho?

Ele: Ontem eu contei pro Sol sobre a Tooth Fairy que não veio buscar meu dente, e hoje ele me deu dinheiro.

Eu: Oi?

Ele: É, mamãe, ele virou pra mim e disse assim, “here, man, I brought you some money”

(pausa para achar fofo: owwwmmmm, que fofura, gente!!)

Eu: meu filho, mas você falou pra ele que a Tooth Fairy veio hoje??

Ele: não… I was about to tell him, mas não deu tempo…

(aham, sei…)

Eu: então amanhã, você, por favor, devolva o dinheirinho dele, tá?

Ele: mas assim I never gonna be rich!

Okay, melhor eu me cuidar, senão o molequinho vai arrancar todos os dentes – os dele e os da família toda – pra engordar o seu cofrinho :O|

 

Ai gente, esse mundo de hoje tá muito mudado, né? Antigamente – sim, porque eu sou de antigamente, rs – mãe mentir pra filho era coisa normal: “Papai do Céu castiga”,  ”Se comer espinafre, vai ficar forte igual ao Popeye”, “Se você não se comportar, o papai Noel não vai trazer presente”, “Você já deixou a cenourinha pro Coelhinho da Páscoa?”… O que não faltam são exemplos de mentirinhas brancas (se existe inveja branca, existe também mentira branca, né não? Ou será que nem isso se pode falar mais sem que apareça alguém atribuindo o “branco” à discriminação? Aff, menor paciência pra isso!).

Anyway, o fato é que eu, assumidamente mãe imperfeita, conto sim, pequenas mentirinhas pros meus filhos – uma das maiores é que o sensor de movimento aqui de casa é uma câmera que o Papai Noel usa pra saber se as crianças estão se comportando direitinho :0| Tá, vai… eu sinto um pouquinho de vergonha. Mas bem pouquinho mesmo :)

Mas mentira, vocês sabem, né? A pessoa começa contando uma pequenininha e quando vê, está mais enrolada que linha em carretel.

Antes de ontem, Vivisauro perdeu seu terceiro dentinho e tava todo feliz que ia ganhar uma moedinha da Tooth Fairy (que fique bem claro que não fui eu quem contou essa mentirinha pra ele – eu apenas não desmenti. Vê se eu tenho coragem de destruir castelos de areia de criancinha?).

Na hora de dormir, ele, que junto com o irmão tem dormido as últimas noites no meu quarto (porque eles estão muito assustados com tudo e nada),  colocou o dentinho sob o travesseiro e dormiu feliz da vida, na expectativa da moeda.

Na manhã seguinte, ele acorda no susto e pergunta: Papai, mamãe, eu posso ver se a Tooth Fairy deixou minha moeda?

Eu, que ainda estava dormindo, gelei – A moeda!!!!!

Esqueci completamente de colocar a tal da moeda embaixo do travesseiro.

Ele ficou tão, mas tão triste, que morri de dó. “A Tooth Fairy não veio :( Este é o pior dia da minha vida (aos prantos)”

Naquele momento eu poderia escolher entre contar toda a verdade-verdadeira sobre a Tooth Fairy (e Papai Noel e Coelhinho da Páscoa), ou não. Eu escolhi  o que vem depois do “ou”.

“Meu filho, só tem uma explicação (esta parte até é verdade, rs): A Tooth Fairy não existe deve ter ido no seu quarto e como não viu ninguém na cama, foi embora…”

Vivi: mas e agora? Ela nunca mais vai voltar??

Mãe mentirosa: Quando isso acontece, filho, ela volta no dia seguinte, até porque, ela precisa dos dentes, né? Ou você acha que ela iria sair por aí dando moedas SÓ porque um dente caiu? Ela certamente usa esses dentes para alguma coisa – dentaduras talvez? (e a mentirinha estica as pernas). Vamos fazer o seguinte, esta noite você volta a dormir no seu quarto (yes!), coloca o dente de baixo do travesseiro e a gente vê no que dá.

Vivi: Eu posso deixar também um recadinho, explicando o que aconteceu, o que você acha?

Mãe mentirosa: perfeito!

E assim, naquela noite ele foi dormir até mais cedo. Colocou o dentinho sob o travesseiro junto com um recadinho e na manhã seguinte, quando acordou, pulou da cama eufórico e veio correndo e gritando: mamãe, papai!!! A Tooth Fairy veio e deixou um saco de moedas!!!! Este é o melhor dia da minha vida!!!

Mãe mentirosa:  Nossa, filho, um saco de moedas?!?!? (Nossa, como eu to dissimulada) WOW!! Você é very lucky!

Vivi (uns minutos mais tarde): eu só não entendi uma coisa… Esse saquinho é muito grande. É maior que a Tooth Fairy! Como foi que ela carregou? Ou… será que foi você que colocou as moedas lá?

Mãe mentirosa: Eu?!?!! (bancando a indignada), como assim, Vivi? Eu tenho mais o que fazer, né não? (esta parte até é verdade, rs). Além do mais, como você sabe o tamanho da Tooth Fairy se você nunca a viu?!

Vivi: É… Você procura aí no seu iPhone informações sobre a Tooth Fairy, por favor?

Mãe mentirosa: Outra hora, meu filho, você está ficando atrasado pra escola. (ganhar tempo é preciso)

E assim, a mamãe aqui é quase descoberta mentindo. Mas ó, mentirinha de fantasia que não machuca e faz feliz. (cada um dá a desculpa que quer, rs)

 

Se você leu meu post em homenagem aos nossos 10 anos de casados, precisa ler este aqui.

Mauricinho responde à altura e me faz borrar o rímel logo de manhã :)

Com vocês: A revanche de Mauricio – by Mauricio Palmeira, of course ;)

E lá se vão mais de 10 anos desde que ela disse sim ao meu “e se?”

O “se” era só um plano dentre muitos outros num momento de muitas dúvidas profissionais, mas uma grande certeza no coração. O “se” acabou acontecendo e lá fomos nós começar oficialmente nossa vida a dois. Bem a dois mesmo. Beeeeem a dois. Num pequeno apartamento, numa pequena cidade, perto de lugar nenhum.

De lá pra uma casinha maior, o primeiro filho, muitos invernos e finalmente um novo país. Menos invernos, mais verões, praia, novo filho e sempre agradecendo à sorte, ao destino, a Deus, ou a nossa amiga em comum, por aquele encontro fortuito há 12 anos.

E não teria como não dar certo. Somos muito parecidos.

Ela gosta de praia. Eu morava perto da praia.

Ela escreve bem. Eu também. Minha mãe que disse.

Eu faço piada. Ela ri.

Ela faz piada. Eu rio.

Mas crianças não vêem graça em nenhum de nós.

Ela adora ver filmes. Eu adoro dormir vendo filmes.

Eu danço bobamente quando só ela está perto. Ela cria coreografias.

Eu gosto de tocar violão pra ela. Ela faz de conta que eu sei cantar.

Ela gosta de sol e calor. Eu também.

Ela adora a Apple. Eu como duas apples por dia.

Tempo frio e cinzento me dá vontade de mudar de país. Ela já está com as malas na porta.

Eu moraria em Barcelona. Ela já escolheu o bairro.

Eu não leio nas entrelinhas. Ela não escreve nas entrelinhas.

Ela prefere não planejar o futuro. Eu prefiro viver o presente.

Mas não dá pra ser sempre igual, então às vezes somos diferentes, porque assim nos completamos.

Ela adora doce. Eu deixo ela comer meu chocolate.

Eu prefiro salgado. Ela deixa eu comer sua pizza.

Eu jogo com as crianças. Ela desenha com as crianças.

Eu paro tudo aos 80%. Ela completa os outros 20.

Eu jogo as crianças pra cima e pros lados. Ela os levanta sempre que eles estão por baixo.

Eu conto a história usando a primeira folha do caderno. Ela completa o caderno com detalhes e fotos.

Ela quer o melhor pra mim. E eu, o melhor pra ela.

 

Sexta passada completamos 10 anos desde o sim. Dez anos desde que nos tornamos oficialmente um casal. Dez anos de uma vida a dois de muito amor, cumplicidade e aprendizado.

Os anos iniciais (before kids) foram sem dúvida nenhuma os mais fáceis. Dois anos de namoro perfeito somados a três de lua-de-mel inesquecível nos prepararam para o que viria ser o maior desafio do nosso casamento: virar uma família.

Ao longo dos anos pudemos comprovar o quão diferentes somos um do outro. Tão diferentes que se alguém, há 12 anos chegasse pra mim e descrevesse quem viria a ser meu marido e pai dos meus filhos, eu teria dado uma bela gargalhada (acho que já escrevi isso antes).

Eu gosto de passar horas na praia. Ele fica entediado.

Nos fins de semana, eu gosto de passear. Ele prefere voltar do futebol e dormir no sofá em frente a tv ligada e com os pés pro alto.

Eu adoro viajar. Ele tem preguiça.

Quando viajo, adoro visitar cada museu. Ele prefere não “exagerar”.

No dia-a-dia, gosto de fazer sempre os mesmos caminhos. Ele prefere pegar caminhos diferentes.

Eu acredito na veracidade das avaliações do FourSquare (e nunca me arrependo). Ele prefere arriscar qualquer restaurante (e sempre que o faz, se arrepende)

Eu curto uma vida urbana. Ele prefere a suburbana.

Eu gosto dos barulhos da cidade (mesmo pra dormir). Ele fica extremamente incomodado.

Eu gosto de dormir com edredom pesado (até no verão). Pra ele, um lençolzinho basta.

Eu odeio ar-condicionado. Ele adora.

Eu não ligo pra TV. Ele não passa sem.

Eu prefiro roupas lindas. Ele prefere as confortáveis.

Eu adoro tirar fotos de tudo, mas também gosto de aparecer nelas. Ele gosta que eu tire fotos de tudo, mas não gosta de tirar fotos, logo, foto minha é coisa rara.

Eu sou contra dar palmadinha nas crianças. Ele acha que às vezes é necessário.

Eu queria muito ter o terceiro filho. Ele não. Eu desisti.

Eu, se um dia sair da Austrália, se não for pra um país europeu, gostaria que fosse de volta pro Rio. Ele prefere voltar pros EUA.

Eu sempre acho que a pessoa é menos esperta do que se apresenta. Ele acha que a pessoa é mais esperta (e sempre se decepciona).

Eu sou exagerada. Ele é contido.

Eu amo sair pra dançar. Ele odeia.

Eu não sou nada esportiva. Ele é super.

Eu como doce super rápido. Ele devagar.

Eu prefiro Thai. Ele indiano.

Eu acredito em Deus. Ele não tem certeza.

Eu arrumo a casa. Ele bagunça.

Quando eu faço alguma coisa, faço 100%. Ele se contenta em fazer 80.

Eu lembro todas as datas. Ele precisa ser lembrado.

E apesar de tantas coisas que NÃO temos em comum, ele é o meu melhor amigo, o melhor marido que eu poderia ter, o melhor pai que poderia escolher pros meus filhos, o melhor companheiro, que eu quero ter ao meu lado por todas as décadas da minha vida.

Este ano, ele tirou o dia off. Almoçamos juntos no thai que eu tanto gosto, comemos sobremesa no San Churro e à noite fomos a um musical que eu estava doida pra assistir, o Wicked – desta vez com lugares de respeito :). Combinamos também que daqui pra frente, agora que os meninos estão maiores, vamos resgatar nossas saídas a dois, porque por mais que eu ame meus moleques, respirar é preciso ;)

PS. Gostaria de deixar registrado aqui que sinto falta das manhãs musicais de domingo, quando eu era acordada por ele tocando violão. Sinto falta também das cartinhas – tá, eu também não escrevo mais cartinhas faz tempo, mas eu publico posts, então tô desculpada, né? ;)

 

Semana passada, muitos brasileiros ficaram em polvorosa por conta da tal lista de carreiras e profissões em demanda na Austrália. Muita gente viu nessa lista a esperança de mudar, a oportunidade de dar uma guinada na vida, a possibilidade de viver uma realidade diferente, num lugar onde o medo não mora ao lado, num país generoso, que abre as portas e convida imigrantes a chamá-lo de casa.

Mas claro que, como tudo na vida, a história não é tão simples assim e o fato de existir uma lista generosa de profissões em demanda na Aussie Land não te dá a garantia de emprego, tampouco de sucesso. O processo migratório é árduo pra todo mundo, seja pela saudade imensurável que só compreende quem mora do outro lado do globo, seja pelas dificuldades que enfrentamos nos primeiros momentos da vida nova, ou ainda pelos desafios impostos pela fluência da língua e muitas vezes também pela cultura. O fato é que todos que aqui estão tem alguma história de superação digna de ser publicada e lida, especialmente por aqueles que sonham em se aventurar além dos muros invisíveis que temos ao nosso redor quando estamos em nossa terra de origem – a tal da zona de conforto.

Deixar pra trás a família, os amigos, a casa, o país, o conforto do “conhecido”, o emprego e também tudo o que conquistamos durante anos não é pra qualquer um. Começar de novo, em solo estrangeiro, muitas vezes do zero, requer muito mais do que o desejo de mudar de vida,  muito mais do que o desprender-se, do que virar a página. Muito mais do que o espírito aventureiro, requer determinação, concentração, persistência, jogo de cintura, mente aberta, humildade e muitas vezes uma boa dose de cara de pau, porque dificilmente a oportunidade vai bater a sua porta – tem que correr atrás merrrmo, neguinho!

Mas porque eu, que há séculos não falo sobre questões da Austrália (sem que estejam de alguma forma relacionadas aos meus rebentos, rs), estou levantando o ponto agora? Eu te conto…

Foi neste sábado que, reunidos na casa de amigos, tivemos um daqueles encontros VIP, recheado de brasileiros, regado a muita comida, gargalhadas e histórias das mais diversas possíveis. Foi um café nostálgico permeado por relatos de brasileiros que, à primeira vista,  em comum tem basicamente o fato de serem brasileiros.

Estávamos lá, ao redor daquela mesa, um grupo eclético, uns já estabilizados emocional e profissionalmente, outros ainda no iniciozinho da jornada, batalhando por um lugar ao sol. Pessoas de idades e profissões diferentes, que vieram de cidades diferentes, donos de realidades e histórias diferentes e que ainda assim, mesmo tendo, aparentemente, tão pouco em comum, se esbarraram, se reconheceram, se encontraram num grupo carimbado por algumas semelhanças inegáveis: o país de origem, o de destino e o sonho de uma vida diferente. Mas se você olhar bem de pertinho, vai ver que não é só isso.

Sentada àquela mesa, ora contando, ora ouvindo histórias alheias, me peguei pensando no quão pequena era minha experiência de vida antes de me aventurar fora do Brasil, há quase 10 anos. Até então o grupo mais eclético de pessoas que havia passado pela minha vida tinha sido os amigos de faculdade, quando saí daquela vida bairrista adolescente, e conheci pessoas de toda parte do Rio (ohhh). Naquela época, mal sabia eu o que me aguardava. Nem imaginava que dali uns anos, alguns dos meus melhores amigos seriam paulistas/paulistanos – ô praga, hahaha. Não imaginava também que me reinventaria tantas vezes, tampouco poderia supor que chamaria de família, amigos que se tornaram tão próximos mesmo sendo tão diferentes de mim.

Naquele sábado, olhando ao redor, observando cada amigo, ouvindo mais um pedacinho das suas histórias, dos seus medos, das suas superações… tive a certeza de que o que nos une é muito mais do que o fato de sermos brasileiros, é um estado de espírito, uma inquietação que não nos permitiu nos acomodar, que nos impulsionou a desbravar novos territórios e escrever histórias que jamais seriam escritas nas grades do berço esplêndido. Ali eu tive a certeza de que o que temos em comum vai muito além da brasilidade. Nós todos nos apaixonamos pela Austrália (ainda que em momentos diferentes de nossas trajetórias), e mais do que isso, nós todos somos gratos a este país que não só nos abriu as portas, mas nos acolheu e nos aceitou (a muitos já) como cidadãos australianos.  Nossas diferenças podem ser muitas, mas nossa identidade é muito forte.

Sou muito grata a Deus, à vida, ao destino, às minhas escolhas, à proposta do meu marido e a todos que de alguma forma contribuíram para que eu esteja onde estou hoje – escrevendo uma história a cada obstáculos, a cada conquista, a cada tristeza, a cada alegria, a cada desespero, a cada euforia. Não troco a minha experiência de vida, nem por uma cobertura na Vieira Souto. Não troco minhas gafes, meus tropeços, meu aprendizado por nada.  Graças a isso, sou muito feliz com a Erica de hoje – mesmo morrendo de saudades da família, dos amigos e da minha cidade maravilhosa.

Veja bem, são 10 anos fora e morando de aluguel. Não fiquei rica, minha conta no banco é modesta, mas minha conta na alma é gorda, e, certamente, nunca me faltará histórias pra contar.

Já passamos por perdas que nos fizeram questionar se estávamos mesmo fazendo a coisa certa, mas já tivemos também muitos motivos para comemorar.

E hoje eu vim aqui especialmente pra dizer isso: É muito bom estar aqui, viver uma vida sem medos, ter amigos lindos, que parecem que foram escolhidos a dedo, quando na verdade foram um presente do acaso (ou seria da identidade que nos atraiu?). Ao contrário da eterna saudade, arrependimento não faz parte do nosso rol de sentimentos. Não mesmo. Tudo valeu a pena. Melhor que isso, tudo está valendo a pena, porque eu tenho certeza que, por mais que hoje estejamos estabilizados, muito ainda há por conquistar, e esta é uma das belezas de se morar fora, sua vida dificilmente será monótona, seu futuro dificilmente será previsível. Sem falar que o mundo, que é tão grande, hoje me parece pequeno, acessível. Desculpe-me a redundância, mas perder as amarras é realmente libertador :)

Se você é como eu, o Mauricio, a Carol Martins, o Cassius, a Ana, o Renan, a Flavia, o Luciano, a Carol Milani, o Humberto, a Luciana, o Raul, a Mafê, o Marcelo, e tantos outros… se você também tem o espírito aventureiro, a determinação, a persistência e o desprendimento necessários, para encarar uma mudança de verdade, vir para a Austrália pode sim ser a maior viagem da sua vida – daquelas que em que você vai acumulando a melhor das bagagens a cada dia, uma bagagem que não pesa, que te transforma, que abre seus olhos, que amplia seus horizontes.

Entretanto, aviso: migrar não é pra qualquer um, e deve ser feito com cautela, no tempo certo e especialmente sabendo que nada é 100% garantido. Por mais que eu ame morar aqui e que aconselhe prozamigo :), acho importante que os candidatos a vida nova tenham em mente que vender tudo no Brasil e vir pra cá com filhos e sem emprego garantido é um risco com chances maiores de decepção. Pra você que se empolgou com a lista e está querendo vir de mala e cuia e rebentos, aconselho: cautela e planejamento cuidadoso são muito mais importantes do que o espírito aventureiro. Pra você que é estudante, solteiro, recém-casado ou recém formado: se joga! hahaha Se não der certo, você volta. Para todos que pretendem conseguir um emprego na sua área aqui: inglês fluente e experiência são fundamentais – claro, sempre é possível fazer o caminho mais longo, aprender inglês aqui, trabalhar em outras áreas… até finalmente chegar onde quer. Só tenha em mente que o processo não é pra qualquer um e que sempre há espaço para angústia, estresse, decepção… como tudo na vida.

Mas ó, digo e repito, perder as amarras é libertador! Aliás, é enriquecedor.

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PS. Este post foi inspirado pelo papo no café da tarde e combinado com a Carol, uma amiga que escreve um blog nota 1000, parada obrigatória pra você que quer saber mais detalhes sobre a vida em Melbourne. 

 

 

 

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Durante nossa temporadinha fora,  os meninos aprenderam mais do que algumas palavras em espanhol :)

Nickito, para aprimorar sua fofura, aprendeu a assobiar, estalar os dedos e aprendeu também a pronunciar um R de dar inveja em qualquer espanhol :). Vivi, que tá cada vez mais esperto, aprendeu, cm maestria,  a amarrar o sapato!

Durante  um passeio pelo Poble Espanyol, o sapato desamarrou e ele pediu pra que eu gravasse um vídeo dele ensinando a façanha – esse menino tem futuro ;)

Gravei e baixei hoje em nosso canal do Youtube. Pra quem quiser aprender, vem por aqui :)