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Faz mais de 6 anos que atravessamos o mundo e viemos pra Australia. Completaremos, em maio de 2016, 7 anos Down Under. Olha, é tempo, viu? Ainda mais se você considerar que antes, passsamos 5 anos na terra do Tio Sam. É muita estrada, minha gente! Não é sem motivo que eu me olho no espelho e penso “esta cara não é minha”, hahaha.

Eu que saí do Brasil garota, hoje sou uma mãe de família com uma bagagem que, mesmo sendo enorme, não pesa. Muito pelo contrário, faz a vida parecer mais leve, já que estamos sempre com várias janelas de opções abertas. O mundo é o nosso endereço.

E como somos cidadãos do mundo, nada mais justo que a gente se mude novamente, né não?

Pois é…

Não ia escrever sobre isso, até que fosse um assunto concreto, mas eu não resisto.

Maridinho embarcou hoje pros EUA, onde fará entrevistas com 13 universidades: algumas dos EUA, algumas da Ásia, uma na Itália e até mesmo uma no Canadá (reparem que o “até mesmo” não é pra da Ásia, mas pra do Canadá, rsrs).

E sabe o que é mais interessante? Quem me conhece, jamais acertaria qual é minha localidade preferida, e o motivo é bem simples: não faz o menor sentido! Vai totalmente contra minha natureza, meus gostos, minhas preferências, contra a minha essência.

A Erica, que eu conheço e que talvez você conheça, fecharia os olhos e se jogaria na Itália, concorda? Se não fosse pra itália, se animaria logo pra morar na Ásia – culturas diferentes, experiência nova, mudança empolgante! E se não rolasse nem Itália, nem Ásia, é certo que a Erica iria querer morar numa cidade grande americana, de preferência bem quentinha, né não? Pois é, não é não!

Nem eu sei bem o porque, mas hoje, acho que me mudaria contente pra uma cidade universitária, pequena, numa região montanhosa (porque paisagem flat é muito boring), que tivesse as 4 estações vem definidas. A única preferência da Erica que continua inabalada é aquela por não precisar de carro pra ir a todo lugar. Se eu pudesse me mudar pro Downtownzinho de uma cidadezinha fofa lá pelo Colorado, ficaria bem contentinha. Choquei? Não te culpo. Tenho chocado até a mim mesma ultimamente. Deve ser o cansaço, a exaustão que me dá preguiça de me mudar pra um lugar empolgante, diferente. No momento, o que eu quero é uma vida tranquila, onde eu possa curtir minha família, trabalhar, ir ao farmers market no sábado de manhã (olha, nem acredito que escrevi isso… acho que tô ficando velha.).

E como eu vim aqui pra chocar, vou ainda mais longe: não ficaria nada triste se voltássemos pra sweet home Indiana (vi um queixo cair no chão aí? rsrsr). Apesar de terrivelmente flat e sem graça, os subúrbios Hoosier não me parecem uma má ideia ultimamente. Podem me chamar de louca, até porque devo estar mesmo… O tempo me fez “esquecer” como é a vida agitadíssima no interior do milho, rsrs (super a minha cara, #sóquenão).

Anyways, o futuro a Deus pertence!

#vamoquevamo

 

 

 

Hoje é dia de ficar com o pequeno em casa, só que infelizmente tenho que trabalhar, e não posso dar aquela atenção pra ele, então apesar de ter proibido os jogos eletrônicos (xbox, ps vita, ds, ipad…), liberei 30 minutos de Tv, entre uma brincadeira e outra.

Pois bem, estava posta no sossego do trabalho quando Nickito, ainda agorinha, apareceu aqui na porta do meu office e, com um sorrisinho de satisfação, veio se aproximando devagarinho, pegou na minha mão e disse: “vem aqui, mamãe, tenho que mostrar uma coisa pra você”.

Me conduzindo até meu quarto, onde ele estava assistindo seu programa de TV, apontou e disse: “é ali que eu quero morar! A gente pode morar In The Night Garden? Lá não tem bad guys!”

Meu coração ficou em frangalhos.

Já faz uns dias que ele anda preocupado e perguntador, sempre querendo saber se bad guys existem, onde moram, se eles podem matar as pessoas…

Aqui, a gente não tem muitas preocupações com violência, mas claro que eu sempre converso com eles sobre não falar com estranhos. Explico que é muito perigoso, que  existem pessoas que parecem boazinhas mas que fazem maldade, enfim,  tento deixá-los alerta, mas sem fazer muito estardalhaço. Mas pelo visto, Nickito que nunca gostou de Super Heroes e sempre foi fã dos Bad Guys (o Joker é o predileto), anda bastante apreensivo, procurando um lugar que seja completamente seguro pra morar.

E aí vem o problema…

Nós, após 4 anos sem pisar no Brasil, estamos com as passagens compradas para as férias de janeiro e Nickito estava mega feliz, doido pra encontrar todo mundo. Ao contrário do Vivi, ele sempre diz que é brasileiro, que nasceu no Brasil, e até se esforça muito mais pra falar em português do que o irmão.

Ele, que estava super animado, agora não quer mais ir. Mudou de ideia, assim, de uma hora pra outra.

Juro, não falei nada pra ele sobre a situação horrorosa de violência no Brasil e muito embora me preocupe muito e não pare de pensar como vai ser andar com esses meninos pelas ruas cariocas, não passo pra eles a minha preocupação. Entretanto, criança vive com as anteninhas ligadas, né? E assim, acabam ouvindo uma conversa ali, pescando um comentário aqui e aí, a mente fértil vai juntando as pecinhas e até mesmo um menininho de 4 anos começa a se preocupar.

Bom, como disse, eu ainda não comecei a conversar com eles sobre como será no Brasil. Mas inevitavelmente, terei  que falar sobre o assunto, até porque, eles estão acostumados a sair andando pela praia, a ficar soltos no parquinho… Como eles vão compreender que no Rio, a gente não pode sacar o celular no meio da rua, porque a chance de ser assaltado é muito grande?

Eu sei que pra você que mora e sempre morou no Brasil, é difícil entender… você pode achar até um exagero meu. Eu sei, porque eu também já pensei assim. Nos 26 anos que morei no Brasil, fui assaltada sei lá quantas vezes, presenciei diversos tipos de violência e apesar disso, nunca me apavorei, sempre toquei a vida normalmente e ainda achava um baita exagero quando pessoas que viviam em realidades mais civilizadas reclamavam.

O problema é que após esses mais de 10 anos vivendo sem medo, sem preocupação, sem ter que olhar pros lados, nem ficar o tempo inteiro atenta, após viver esses anos todos sabendo que se eu esquecer a carteira ou celular numa loja, eu os encontrarei no mesmo lugar, ah, gente não dá pra simplesmente achar normal, não poder andar pelas ruas com um iPad na mão, filmando meus passos.

E não me venham dizer que é culpa da pobreza, do abismo social, da falta de educação, de oportunidade (aliás, isso é história para um próximo post). A situação do Brasil é uma vergonha muito grande. A população tem medo do bandido e da polícia. Não tem pra onde correr.

Só me resta rezar por todos vocês que estão aí a deriva, contando com a proteção divina. Que Deus proteja a todos nós. E que eu consiga passar um mês tranquilo de férias com a família, e volte intacta e sem crianças traumatizadas para as longínquas terras australianas.

 

Foi ontem, num mercadinho aqui em Barcelona, que ao ir de encontro ao meu digníssimo que estava terminando de colocar as compras na esteira do caixa, fui surpreendida por uma bengalada. Isso mesmo, uma ben-ga-la-da!

Eu, certamente, falo muito baixo, baixo demais! Tão baixo que a senhorinha do final da fila não ouviu meu “perdona”, na hora que passei por ela para a frente da fila, onde meu marido e filhos estavam me aguardando com os últimos itens das comprinhas (dois rolos de papel toalha e duas barras de chocolate). Ela, concluindo que eu era uma louca furona de fila, largou a bengala em cima de mim! Cena de filme, de novela mexicana!

Eu, instantaneamente, olhei pra trás e me justifiquei, dizendo que meu marido estava ali. A senhorinha, que, notem, não pediu desculpa, pelo menos demonstrou uma certa vergonha por ter me atacado antes de confirmar sua suspeita. Deu um sorriso sem graça e seguiu a vida como se nada tivesse acontecido.

São as vantagens de ser uma senhorinha. A pessoa pode praticar atos insanos sem ser julgada, criticada, nem atacada de volta.

Depois fiquei pensando com meus botões, não fosse uma senhorinha magrinha, velhinha e com jeitinho frágil, eu teria olhado no fundo dos olhos e perguntado: “tá maluca?” Mas quando virei pra trás e conferi a figura que havia largado a bengala em mim, o que saiu foi um pedido de desculpas seguido de uma justificativa. Engraçado esses reflexos que a gente tem, né?

Bom, a bengalada também não foi pra machucar, mas para alertar, rsrs. Se tivesse machucado, talvez eu não fosse tão benevolente.

Mas o pior disso tudo foi a crise de riso que eu tive que segurar enquanto pagava as compras :)

 

Nickito é um poço de sensibilidade. Além de extremamente carinhoso, ele é um eterno preocupado. Percebe no ato se alguém está triste, doente, machucado, e faz tudo o que estiver ao seu alcance para amenizar o sofrimento daqueles que o rodeiam. Ele é doce no toque, suave na voz e profundo no olhar.

Noutro dia, cheguei em casa mais tarde. Ele estava sentado à mesa junto ao Vivi, comendo um hambúrguer que o pai havia preparado. Ao me ver entrando em casa, imediatamente pulou da cadeira e veio me recepcionar com beijinhos e abraços de alegria, que não duraram nem 10 segundos, porque ele imediatamente se atentou para o detalhe de que não havia mais hambúrgueres. “E agora, papai!!!!! Não tem um hambúrguer pra mamãe!!!!”, ele exclamou genuinamente preocupado. “Já sei!”, continuou, “Vou dividir o meu com ela”.

Eu, que já havia jantado, fiquei com os olhos rasos d’água, claro. Como pode, meu Deus? Um menininho de 4 anos ser tão ligado, tão sensível, tão amável?

São infinitos os exemplos e sua sensibilidade, que vem crescendo tanto quanto vem ficando mais forte o seu gênio :)

Hoje, a tristeza que ele sentiu, quando despediu-se do pai que embarcou  pro Brasil por 5 dias, foi tão profunda que me esmigalhou o coração. Chorava inconsolável e dizia assim: “o papai não pode ir sem a gente, assim não seremos mais uma família de 4, vamos ser uma família só de três, não pode!”

Dei colinho, expliquei, disse que o papai voltaria logo, mas nada o consolava. Demorou pra que ele esquecesse do assunto e tenho certeza que amanhã, ao acordar, vai perguntar pelo papai e chorar mais um pouquinho.

Ele sofre e eu sofro duplamente. Sim, porque o fruto não cai longe da árvore, né?

Em tempo: Na hora do jantar, ele ainda falou assim: “e agora, quem vai fazer hambúrguer pra gente?” rsrsr – deu pra perceber que se a mamãe não está em casa o jantar é estranho, né? rs

 

Acabo de sair do quarto dos meninos. Os dois dormem faz tempo, entretanto o Vivi está novamente sob o ataque daquela crise de tosse que volta e meia o assombra.

Fui lá passar Vicky nas plantas dos seus pés e calçar-lhe meias, e qual não foi meu espanto ao notar suas canelinhas magrelinhas cobertas em pelos. Meu Deus, meu pequeno, que noutro dia mesmo era um bebê, já está crescendo pelos nas pernas! Não são pelos adultos, mas até um mês atrás, tudo o que ele tinha era uma penugem quase imperceptível e há um ano, nem isso tinha.

A sensação que tenho é que essas crianças crescem num piscar de olhos, só que mesmo assim, ainda tenho vontade de pega-los  no colo, quando estão doentes (ou mesmo quando não estão) e leva-los pra minha cama. Fico pensando, será que isso passa? Será que essa vontade de proteger, de colocá-los sob as penas da minha asa, será que passa? Ou será assim para sempre?

Será que se for assim para sempre, eu conseguirei dosar pra não sufoca-los? Amo tanto essas coisinhas, que morro de medo que eles cresçam, casem e se mudem pra bem longe. Morro de medo de um dia estar a milhas e milhas de distância e não poder passar Vicky nas plantas de seus pés, de não poder acudir, colocar sob a proteção da minha asa.

Às vezes tenho medo, muito medo de piscar os olhos.

 

Em tempo: Marido viajou hoje e estará fora por alguns dias. Mal saiu e já estou sentindo um vazio enorme na casa, no peito. Calculo como me sentirei o dia que os meninos saírem do ninho.

 

 

Ontem à noite fomos jantar num chinês aqui perto do apê. Desta vez, estamos mais ao sul, próximos do Arc del Triomf, num bairro chamado El Fort Pienc.

Já havia notado que o número de asiáticos aqui é muito maior na Direita do Eixample, onde ficamos da outra vez. Por aqui, é super comum ver várias famílias chinesas no parquinho, mas não é só isso… Há inúmeras lojas por aqui, que além do letreiro em espanhol, tem também em chinês. E não pára por aí. Notei que não são espanhóis descendentes de chinês, mas chineses mesmo, que, muitas vezes, falam apenas chinês e, quando muito, um espanhol bem quebrado, quase como o meu (hahaha, eu não falo nem quebrado, rs).

No restaurante que fomos, que por sinal estava super bem avaliado no Foursquare, eles mal falavam espanhol. Entendiam, mas falar que é bom, necas. São beeem chineses mesmo. Me senti em Beijing! Não só por causa da língua, mas também por causa dos gestos, do jeito, do comportamento.

Quer tirar a prova dos 9 pra saber se o chinês é genuíno? É molezinha: coloque-o frente-a-frente com o Nick. Na primeira olhada do meu pequeno, na primeira piscadela daqueles olhões com cílios imensos e cheios, é batata, todo chinês que se preza, se derrete, rs

Lembro bem da nossa saga em Beijing, quando o pequeno não tinha nem um ano de vida e a nossa família era perseguida para fotos. Não podíamos dar dez passos sem que tivéssemos que posar pra fotos. A família de olhudos, rs. Tentavam a todo custo pegar o nick no colo, ficavam completamente encantados com o baby Nick. Nem metrô lotado os impedia de tirar fotos e gravar vídeos do Nickito – privacidade zero! No primeiro dia, foi até engraçado, mas nos 10 dias que se seguiram, meodeos! Que tormenta!

Enfim, no tal restaurante, a princípio não fomos muito bem recepcionados não. Não fomos mal tratados, claro, mas também não houve aquela simpatia básica com a qual se recebe um cliente. Mas a apatia não durou muito. Foi só o garçon ficar cara-a-cara com o Nickito, que tentava usar os palitinhos para comer, e pronto: foi fisgado! Super simpático, começou a ensinar os moleques a usar os palitinhos, e ria, todo bobo. Não demorou pra que mais uma garçonete aparecesse pra admirar meus olhudinhos :) Até balbuciaram algumas tímidas palavrinhas em espanhol,  rs

Mas eu comecei a escrever este post, pra falar da população chinesa, que habita este lado de Barcelona, a qual eu não não tinha conhecimento. Pra mim, os asiáticos daqui eram todos paquistaneses, fiquei bem surpresa com a descoberta.

Bom, nos demos bem. Temos um restaurante chinês autêntico, com comida gostosinha, porções super bem servidas e precinho ó, super em conta! O único inconveniente é que se você chegar após as 8 da noite, tem que ficar na fila pra entrar (chegamos 7:30), porque pega fogo!! E não é um restaurante familiar, não. Só garotada! Diria que pelo menos 80% dos clientes estão nos vinte e pouquísimos. Comida farta, boa e barata dá nisso, rsrsrs. Ah, o barulho também é intenso! Fazia muuuuuuito tempo que não ia a um lugar to barulhento. Era tanto barulho e tanta gente, que até o Nick ficou incomodado: “muito noisyyyy”, :P

Mas algo me diz que voltaremos lá para um repeteco.